Vadão e companhia terão o fim de semana de muito trabalho

Jogadoras em academia em Lille - CBF/Assessoria

Em que pese um discutível lance de pênalti e com a cabeça mais fria, fato é que em nenhum momento as canarinhas deram impressão de tranquilidade diante das matildas. Mesmo com o dois a zero. Menos ainda com a saída de Marta e Formiga.

A substituição da craque é plausível. Volta de contusão, sem ritmo de jogo, e melhor não forçar porque vai que dá ruim e a seleção perde ela de vez. A da Formiga também. Levou cartão amarelo, a chance de levar outro cartão no segundo tempo seria grande. Não. No caso da meio-campista, me pareceu um equívoco de Vadão.

Aos 41, e com experiência de jogar na Europa, Formiga saberia muito bem o que não fazer para seguir em campo até o fim da partida diante das australianas. As duas trocas e mais a de Cristiane – que também não está 100% fisicamente – deixaram o time sem uma grande referência. Para as demais titulares e até para as adversárias que, sem alguém de peso com a camisa brasileira, se soltaram ainda mais.

Porém, não foi só isso. A maneira que as australianas se portaram mesmo em desvantagem deixava claro, para elas, que a virada era possível. E, foi. Aparentemente, com melhor condição física, as companheiras de Sam Kerr impuseram o ritmo e venceram a partida. A disposição tática das australianas em campo estava nível HD enquanto a das brasileiras parecia meia chuviscada, tremida.

Após o jogo, Cristiane soltou o verbo, criticou o recuo da equipe e tal. Na boa, sei lá se isso é bom. São coisas que devem ser ditas no vestiário ou onde as jogadoras estão se concentradas. Cobranças e reclamações quando levadas a público às vezes gera um desconforto no grupo. Desnecessário.

Assim como a entrevista de Vadão. Que chegou a dez derrotas nos últimos onze jogos. Chamar os gols sofridos de “lances acidentais” é subestimar a inteligência do torcedor. Dói nada reconhecer que a Austrália teve méritos. Vida que segue.

Sexta-feira, sábado, domingo e segunda. Dias providenciais para trabalhar, recuperar o ânimo, e evoluir. O gelo de disputar uma Copa já foi quebrado. Se em Campo Grande estivesse, foi para o tereré.

Diante da Itália, que aplicou 5 a 0 na Jamaica e está garantida nas oitavas de final. Na terça-feira, um empate de repente basta. A derrota, vai ter de rezar para entrar pela cota dos quatro melhores terceiros lugares. Bom mesmo será a vitória. Seria uma surpresa. Sério. Abraço

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Muito obrigado. Mesmo

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