Estreantes africanos vencem Maratona de SP

Foto: Sérgio Shibuya/MBraga Comunicação

O queniano Kimani Pharis Irungu, que tem qualificação bronze no ranking IAAF, foi o vencedor da Maratona de São Paulo 2019 ao completar os 42 km em 2h18min32seg, neste domingo (7). A etíope Sifan Melaku Demise, que é atleta ouro no ranking, faturou a vitória no feminino, com o tempo de 2h35min03seg. Os dois fizeram suas estreias na disputa e pretendem voltar em 2020.

Kimani e Sifan estavam entre os estrangeiros de elite do ranking ouro, prata e bronze. Vale destacar que a prova também foi seletiva para o “Abbott World Marathon Majors Wanda Age Group World Rankings”. A disputa contou com a presença de corredores de alto desempenho técnico, e representantes de nove países: Brasil, Eritréia, Tanzânia, Quênia, Servia, Uganda, Marrocos, Peru e Etiópia.

O queniano de 35 anos, estreante na Maratona de São Paulo, usou a estratégia de se poupar no começo, para depois tentar puxar um ritmo mais forte. Um pelotão com cerca de seis atletas começou a abrir distância do segundo grupo e ditou o ritmo da prova. Kimani estava entre eles, além do compatriota David Kiprono (que ficou em segundo) e do etíope Feleke Darsema (que chegou em terceiro). Os três vieram juntos até quase o fim da prova. Já na chegada ao Ibirapuera, Kimani forçou mais e abriu uma pequena vantagem, para cruzar em primeiro.

“Foi uma prova difícil. Com subidas muito fortes e adversários de alto nível, tanto que viemos juntos o tempo todo, sempre revezando na liderança. Além das subidas, também senti um pouco o clima úmido, mais do que estou acostumado”, comemorou o vencedor.

Foto: Sérgio Shibuya/MBraga Comunicação

Aos 19 anos, Sifan Melaku Demise também fez sua primeira participação na Maratona de São Paulo. Ao contrário da prova masculina, a jovem ditou um ritmo mais forte no começo, e depois que abriu vantagem para as concorrentes, na metade da prova, passou a administrar a disputa. Cruzou a linha de chegada sozinha, e com uma vantagem superior a dois minutos para a segunda colocada, a queniana Salome Jerono Biwo. Genet Getaneh Wendimagegnehu, outra atleta da Etiópia, ficou em terceiro. A etíope Sifan não conhecia o percurso, e ressaltou que as subidas foram os pontos mais difíceis.

“Foi uma prova dura. Senti bastante as fortes subidas, onde me poupei mais. Mas quando consegui abrir uma vantagem para minhas concorrentes, passei a administrar, até para cansar menos e me poupar um pouco”, contou a jovem. (Da assessoria)

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