Basquete feminino fora da Olimpíada e o silêncio que incomoda

Seleção feminina diante da Austrália no Pré-Olímpico - Foto: CBB/Divulgação

A cobertura praticamente de quatro dias – e olhe lá – dada para a seleção de basquete feminino no Pré-Olímpico da França da semana passada ratifica ano após ano o jargão, “Brasil é o país do futebol”. E só dele. Depois de 28 anos, está fora de uma Olimpíada. E, não se vê debate ou discussão mais séria sobre o que acarretou nisso ou o que provoca a curto e médio prazo.

O alerta já havia dado na RIO-16, quando foi eliminada na primeira fase sem vencer. Em 2018, nem jogou o Mundial pois não conseguiu a classificação. Dizem que o técnico José Neto, vitorioso à frente do time masculino do Flamengo, e companhia conseguiram dar um gás de 2019 para cá. Mesmo que seja, é pouco.

Os pedidos de melhoria ao basquete, principalmente o feminino, não são de agora. A década de 90 foi de conquistas históricas como o Pan de 1991, em plena Cuba aos olhos de Fidel Castro, e o Mundial de 94 na Austrália, com direito à vitória sobre os Estados Unidos, que derrotariam o Brasil somente na final olímpica de Atlanta-96. Mesmo assim, Paula e Hortência, duas das melhores jogadoras de todos os tempos, nunca deixavam de pedir mais atenção à modalidade. Como se vê, de nada adiantou.

A Liga de Basquete Feminino – principal campeonato de clubes do país – teve dez equipes e este ano viu encolher para oito e sofre com a falta de recursos. Previsto para começar mês que vem, tampouco tem tabela de jogos definida. Com menos jogadoras em quadra, cai a probabilidade de formar boas seleções.

Só para comparar, o NBB – competição masculina – está em disputa com 16 clubes, o dobro. Sem contar que a Confederação Brasileira (CBB) ainda criou ano passado o seu Brasileiro de Clubes, que conseguiu juntar 14 times notadamente de menor nível. Detalhe: existe somente a versão para homens. E, mesmo assim, em âmbito de seleção, o país dificilmente chegará a Toquio 2020, pois terá um Pré-Olímpico em junho muito mais difícil que a do feminino.

O basquete já foi um dos esportes mais populares do Brasil, e rivalizava com o vôlei o posto de vice. Hoje, está longe disso. Segue em evidência muito por conta da NBA, e um pouco pelo NBB, que parece sedimentado. Porém, há algo errado em termos técnicos e estruturais pois segue na dependência das e dos acima da média dentro de quadra. E,quando não aparece…

É preciso mais discussões e questionamentos, sob pena da modalidade ficar fadada somente alguns dias de fama por ano. Principalmente, o feminino.

Gostou?! Então contate a gente pelo fone-whatsapp (67) 99983-9782/99926-0990 ou e-mail e lucianokisho@soporesportes.com.br . Ou se só quiser trocar ideia, sugerir pauta, também vale, ok?!

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*